Prisão cadavérica

por Monique Burigo Marin às 1:44 AM
Você era tão amável, Miguel. Enchia meus sonhos de efeitos especiais. Orientava os meus passos no mundo real. Pena que se apaixonou por mim.
Você surgiu na tempestade de areia e folhas. Você era ela. Sempre mantinha distância. Enxergava nos meus olhos tudo o que eu tentava, urgentemente, esconder. Não conseguia.
Não sei como pôde continuar me amando mesmo depois de saber de tudo. De cada pensamento moribundo e sujo que eu trancafiei.

Monique Burigo Marin

4 comentários on "Prisão cadavérica"

Gabriela Freitas on 10 de janeiro de 2011 às 10:47 disse...

Garota quanto talento hein.

Kênnia Méleus on 10 de janeiro de 2011 às 12:10 disse...

Miguel surge com pureza ecantadora... Lindo. Seu blog é maravilhoso, Monique.

Aninha on 11 de janeiro de 2011 às 19:19 disse...

Esse eh o verdadeiro amor... amar até os defeitos ;)

Anônimo disse...

Que talento mesmo...quem ama,ama até mesmo os defeitos não é mesmo?
http://garotasnasruas.blogspot.com/

 

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