
Por favor, não esqueça mais a torneira aberta, um dia você inunda a casa inteira e morre afogado. Para! Não me faz cócegas, você sabe que de tanto rir eu quase morro. E, viver rindo porque não há outra saída é quase morte.
Não me deixe dormir, vai que eu acordo em outro lugar e no meu lado tem alguém que diz bom dia, vai que o bom dia é pra mim.
Eu tenho medo, sim. Medo de perder-me e de perder os outros. Medo do real e do faz de conta. Medo do fim do mundo, de o céu cair, de ser presa por engano, de luz e de promessas. Tenho medo até do medo. Eu, que acreditava ser corajosa...
Pensando bem, esqueça o que te falei sobre proteção, deixe que eu vá enfrentar os meus monstros. Se o mundo acabar com teu abraço... Dane-se, melhor assim.
Monique.
P.S: Peço desculpas pela minha ausência, o tempo foge e eu não o alcanço.