Ilustração: Bele
Se você vem às duas, desde o despertar começarei a ser feliz. Se você vem às quatro... Desde o despertar começarei a ser feliz. Se você vem, serei feliz de qualquer maneira, mesmo que os segundos teimem em passar lentamente, mesmo que eu roa até a carne de ansiedade, mesmo que você demore a chegar.
Se você vem a qualquer hora, sem aviso, e até sem a flor que é única no mundo: serei feliz. Basta que venhas uma vez por dia, por mês, ou por ano. Basta que venhas uma única vez na vida para que eu seja feliz para o resto dela.
Se você vier, serei sorrisos a noite inteira. Descobrirei sonhos além daqueles comestíveis.
Se você vier, não se perca pelo caminho, ainda que as cores os cheiros e os sons do mundo confundam seus sentidos. E então eu prometo ser o sentido que me dá, toda vez que chega; e fica.
* Esse tipo de felicidade – óbvia ainda que imprevisível –, nem a mais sábia das raposas conseguiu entender.
“Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.”
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Quero agradecer por todo o carinho e apoio que tenho recebido. Sem vocês, leitores, nada seria tão doce.
Monique Burigo Marin