Ilustração: Marii
E então ele fez o que achava que qualquer pessoa procurando o amor faria. Saiu de casa, pela primeira vez em meses, só para começar. E lá se foi, solitário e otimista, pelas ruas da cidade em direção ao lugar que as pessoas que procuram o amor vão.
Já cansado de andar em ziguezague o dia inteiro, admitiu que não sabia aonde queria chegar. Talvez não quisesse chegar a lugar algum, afinal. Talvez o jeito fosse esperar sentado. Talvez fosse demasiadamente tarde.
Ele ia morrer balançando em uma cadeira de balanço na varanda de casa com um livro aberto nas mãos.
Monique Burigo Marin










