
Ilustração: Vasylissa
Se já não importa, já não entendo por que senti as mãos formigarem e o nó apertar quando li teu nome. A cada nova palavra, a pergunta muda perguntando para onde foram os rabiscos e as dobras e as manchas de Toddy. Os teus livros não têm cara de lidos! Isso apagou um dos teus traços mais bonitos.
Se já não importa, já não entendo por que senti as mãos formigarem e o nó apertar quando li teu nome. A cada nova palavra, a pergunta muda perguntando para onde foram os rabiscos e as dobras e as manchas de Toddy. Os teus livros não têm cara de lidos! Isso apagou um dos teus traços mais bonitos.
Fiz de ti meu personagem predileto e agora te tornas realidade. Nunca me pertenceu. Foge deixando minhas páginas em branco.
A verdade é que eu li tua mão e tuas cicatrizes e tuas reticências tantas vezes que te envelheci. Aumentei a nitidez das tuas rugas invisíveis.
Espero que um dia você me perdoe, espero quase desesperançada que um dia eu me perdoe por não conseguir me livrar desse sentimento tão sem nome e sem razão.
Monique Burigo Marin









